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Marc Houle (Can.) - Live - 2006

Do gang da editora M_nus, de Richie Hawtin, Marc é talvez o nome mais discreto do rooster daquela label, mas nem por isso o menos interessante. Se é um facto que não é tão mediático como Magda, Troy Pierce ou Mathew Jonson, a verdade é que um simples álbum serviu para deixar a sua marca e levá-lo ao topo dos produtores do chamado techno de laboratório. Proveniente de Windsor, Canadá, a estética acid house e o synth pop dos anos 80 são as suas grandes influências, mas não se pode negar que os primeiros anos do techno minimal e nomes como o de Dan Bell tiveram a sua quota parte no percurso e formação musical. Estreou-se em 2004 com o álbum Restore, apresentado com grande sucesso em numerosos Clubes e festivais de todo o mundo, cativando o interesse da crítica e do público que ficou surpreendido pela prestação de um jovem até então desconhecido. A conjugação inteligente de micro sons, a facilidade em criar ambientes e provocar emoções, numa estética que priviligia uma espécie de musicalidade glaciar, fazem da música de Marc uma arte meticulosa, tecnológica e de uma precisão cirúrgica mas hiper-sentimental. Curiosamente, o projecto que mantém com Troy Pierce e Magda chama-se Run Stop Restore e não se sabe bem se foi inspirado no título do seu disco ou vice versa. Para alimentar o seu projecto a solo e a actividade nos Run Stop Restore, Houle trabalha diariamente no seu estúdio em Windsor (parece que é dos poucos que ainda não se mudou para Berlim....) e está ainda envolvido numa banda pop, os Raid Over Moscow. No entanto, um dos pólos mais importantes da sua actividade é o live-act, onde cultiva o constante upgrade e aperfeiçoamento do seu “gear”. Depois de em 2005 ter tido uma das prestações mais efusivas do festival Sonar, veio ao Op Art em 2006, na sua estreia em território nacional, apresentar um ábum composto por 11 temas de grande subtileza, cuja transposição para concerto ganhou uma vitalidade não audível no duplo vinil. Dever-se-á acrescentar que segundo a Dance Club “este disco constitui um marco nas linguagens do tecno minimal e é obrigatório na discografia de quem segue esta tendência musical”.

 
 
   
   
   
     
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