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Paul Kalkbrenner é um dos nomes centrais da Bpitch Control. Criada em 97 com o objectivo de divulgar novas sonoridades electrónicas através da realização de eventos nos mais variados locais da cidade de Berlim, a label conta hoje com edições de nomes como Ellen Allien, Toktok, Sasha Funke, Trike e Apparat. Na sua génese encontra-se Ellen Allien, mentora de um projecto que procura dar a conhecer jovens artistas que se coloquem na vanguarda de um electro/techno capaz das mais variadas fusões. Foi o caso de Paul Kalkbrenner que, aos 22 anos (1999), assinou como Paul DB+ o seu 1º EP Friedrichshain, lançamento 007 da Bpitch. Hoje, com 2 EPs editados como DB+ (Friedrichshain e Untitled), 6 EPs (DB+, Chrono, Brennt, F.FWD, Steibeisser, Press On) e 4 LP/CD (Superimpose, Zeit, Self, Maximalive) em nome próprio, Paul é uma referência segura da editora berlinense e, juntamente, com Ellen Allien, um dos seus porta estandarte. Os seus trabalhos são, segundo a crítica, “evocativos e sem catalogação”. De melodias com batidas lentas e algum experimentalismo a ritmos shuffle, a fazer lembrar edições da Kompakt, passando pela utilização de sub-graves em toada morna e fundos orquestrais, os seus trabalhos revelam sobretudo uma rara atenção ao pormenor e à estrutura. A sua transposição para concerto revela toda a experiência de Paul na relação com o público e com a pista de dança. Durante hora e meia o alemão liberta toda a compressão numa actuação explosiva, onde o mais refinado techno de Berlim se sujeita a enérgicas descargas sonoras. Actuou no Op Art por duas vezes em 2004, tendo repetido a sua presença em 2005. É que para este senhor a porta do Op Art está sempre aberta.
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