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Jake Fairley é um produtor de música oriundo de Toronto, conhecido por apresentar um techno funk, quente e minimal, capaz de criar instantes mágicos em cada actuação. Como tantos outros produtores americanos, o seu som ganhou peso na Alemanha - a maioria dos seus trabalhos têm o selo da Sender Records - sendo hoje em dia reconhecido como uma força chave no panorama da música electrónica do Canadá. Desde cedo se tornou claro que o techno minimal por ele produzido se afastava das correntes mais experimentalistas, procurando antes uma clara associação entre o techno e o rock – através da utilização de sons distorcidos, batidas constantes e vocalizações agressivas. Sintomático é o facto de em 2001 ter gravado Exploder, o seu primeiro grande êxito para as pistas de dança, cujo nome é um tributo à banda de garagem que lhe despertou o interesse pela electrónica. Posteriormente, com Ian Worang, iniciou uma série de actuações denominadas Joy Division-meets-minimal-techno. Segundo o próprio, “techno é música rock. Tudo o que é feito por jovens amadores num formato pop é rock n’ roll. Rock é o que descreve a música da qual uma geração gosta e que dá cabo da cabeça aos pais.”. Após uma série de lançamentos com sucesso pela editora canadiana Dumb-Unit, actualmente as suas faixas são distribuídas maioritariamente pela Kompakt - pela qual gravou recentemente Speicher com Superpitcher. Actuou pela primeira vez no Op Art em 2003, tendo apresentado um concerto forte e enérgico que mereceu uma das maiores ovações por parte do público e sobre o qual muito se escreveu na imprensa da especialidade. Voltou em 2005 para um concerto bastante aguardado e a sua actuação foi de tal maneira brilhante que nos “obrigou” a trazê-lo novamente em 2006.
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