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A relação entre os Le Hammond Inferno (LHI) e a editora Bungalow é inevitável. Desde logo, a dupla Marcus Liesenfield e Holger Beier corporiza os dois projectos: integram o primeiro e são proprietários da segunda. Defendem que o seu princípio mais importantes é fazer dançar as pessoas com um toque de humor, tendo alcançado um sucesso massivo - obtido à custa da mistura de sons extravagantes e bizarros - e estando constantemente em digressão pelo circuito de clubes lounge na Europa e Japão. Nas suas produções combinam pop e easy-listening com uma imagem elegante e atractiva. Para conquistar o público vale tudo. Pop, techno, disco, punk, chanson française, bossa nova, easy-listening. Sonoridades bizarras, leves, lúdicas e contagiantes. Os Le Hammond Inferno não querem ser cool. Preferem arriscar a tocar para as pessoas, pois quanto maior é o risco, melhor o resultado. Estiveram no Op Art em 2001 para promoverem o seu álbum My First Political Dance Album, exibindo-se de forma memorável, proporcionando uma noite que é, ainda hoje, por muitos recordada como uma das mais divertidas a que puderam assistir neste espaço.
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