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Victor Vasarely
Nasceu em Pécs, Hungria, em 1906, tendo ido posteriormente estudar arte em Budapeste, onde se familiarizou com o movimento Bauhaus e com os trabalhos de Paul Klee, Kandinsky e Josef Albers. A influência destes teve um impacto tal na sua obra que se poderá afirmar que nela tenta resumir os princípios dos pioneiros da Bahaus segundo a qual o movimento não depende nem da obra de arte em si mesma, nem do tema específico que se pretende ver retractado, mas antes da apreensão do acto de olhar, que por si só é considerado o único criador.
Em 1930 vai viver para Paris, tendo-se dedicado nos 13 anos seguintes ao aprofundamento dos seus conhecimentos gráficos. O seu fascínio por padrões lineares levou-o a desenhar diversos motivos através da utilização de grelhas lineares bicolores (pretas e brancas) e das deformações ondulantes, onde a sensação de profundidade e a multidimensionalidade dos objectos foram sempre uma preocupação constante.
Posteriormente, a introdução da cor nos seus trabalhos vai permitir ainda um maior dinamismo, através do qual pretendeu retractar o universo inatingível das galáxias, a gigante pulsação cósmica e a mutação biológica das células. Os seus trabalhos são então essencialmente geométricos, policromáticos, multidimensionais, totalmente abstractos e intimamente ligados às ciências.
É, no entanto, o período entre 1950-60 (período Black and white) que marca definitivamente o trabalho de Vasarely, uma vez que ao introduzir pela primeira vez a sugestão de movimento sem existir movimento real, cria uma nova relação entre artista e espectador (que deixa  de ser um elemento passivo para passar a interpretar livremente a imagem em quantos cenários visuais conseguir conceber), desenvolvendo e definindo os elementos básicos do que será conhecido como Op Art -um estilo e técnica que permanecerá para sempre ligado ao seu nome.
 
 
   
 

Op art é a abreviatura de Optical art, forma de arte abstracta caracterizada pela utilização de figuras geométricas, especialmente em padrões de cor preta e branca, cuja repetição exaustiva resulta num dinamismo visual que cria efeitos de ilusão óptica nos espectadores. Estes efeitos são caracterizados por sensações de movimento e sugestões de vibrações que se modificam quando o observador muda de posição, simbolizando a possibilidade constante de transformação da realidade em que o Homem vive. Este movimento artístico não convencional, liderado por Victor Vasarely e Bridget Riley, tornou-se popular na América e na Europa na década de 60. 

 

 
   
     
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